Jardim Ângela e Brás são os bairros mais perigosos para motoristas de app

Incidência de crimes nos bairros

A análise de dados coletados entre janeiro e julho de 2026, a partir de boletins de ocorrência, revela que os bairros Jardim Ângela, Brás e Itaquera são considerados alguns dos mais perigosos para motoristas de app na Grande São Paulo. O Jardim Ângela lidera com 19 ocorrências, seguido por Brás, com 16, e Itaquera com 15 registros de crimes, que incluem furto, roubo e importunação sexual. Na maioria dos casos, as vítimas registradas são homens, o que representa quase 90% do total de vítimas.

Esse cenário de violência não é exclusivo da capital paulista, mas ela concentra a maior parte dos incidentes. As delegacias da cidade registraram 775 boletins, somando 46,60% de todos os relatos feitos em todo o estado.

Horários mais perigosos para motoristas

Os dados muestran que a faixa horária entre 18h e 23h59 é a que mais concentra registros de crimes contra motoristas de aplicativos. Durante esse período, aproximadamente 57,91% dos crimes ocorreram, evidenciando que o trabalho com corridas por aplicativo se torna significativamente mais arriscado após o anoitecer. As ocorrências violentas tendem a aumentar consideravelmente das 20h às 23h, com mais de 76% dos roubos ocorrendo nesse intervalo. Assim, motoristas em áreas como Jardim Ângela, Vila Clementino e Itaim Paulista devem estar particularmente atentos quando atuarem à noite.

bairros perigosos para motoristas de app

Além disso, os furtos são mais predominantes durante a madrugada, sendo relatados 40,96% das ocorrências nesse horário, especialmente em bairros como Pinheiros, Itaquera e Penha.



Análise dos tipos de crimes registrados

A natureza dos crimes ocorridos mostra que o roubo é o tipo mais comum enfrentado pelos motoristas de app, representando 61% dos casos, com 1.014 ocorrências relacionadas a subtração de bens, envolvendo ameaças e violência. Por outro lado, os furtos, que não requerem confronto direto, aparecem em segundo lugar, com 636 boletins, ou 38% do total. Há também registros de 13 ocorrências relacionadas a crimes contra a dignidade sexual, como importunação e estupro.

O perfil das vítimas mostra uma predominância do público masculino, com 89,4% representando os homens, enquanto as mulheres contabilizam apenas 10,6%.

Perfil das vítimas e sensações de insegurança

Um levantamento indica que mais da metade dos motoristas já passaram por situações de violência ou assédio, levando 59,1% dos entrevistados a relatar experiências negativas. Além disso, 32,8% afirmam sentir-se inseguros na maior parte do tempo, contrastando com apenas 3,4% que se sentem totalmente seguros no exercício da profissão. Essa percepção de insegurança é um fator contínuo na rotina de trabalho dos motoristas de aplicativos nas áreas mais críticas.

Posicionamento das empresas de transporte

Em resposta a esse cenário, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Uber e 99, destaca que a segurança dos motoristas e usuários é uma prioridade. As plataformas têm investido continuamente em tecnologias que ajudam a proteger as viagens. Isso inclui ferramentas como compartilhamento de localizações e gravações de áudio durante as corridas, visando aumentar a segurança nas operações. A associação também enfatiza a importância do diálogo com o poder público, buscando iniciativas que fortaleçam a segurança para motoristas de aplicativos e usuários.



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