A prorrogação da votação até as 19h não impediu que eleitores encontrassem locais fechados em São Paulo em 25 de outubro de 2026. Em alguns colégios, as urnas já haviam sido encerradas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin decidiu estender o horário às 17h01, um minuto depois do encerramento previsto. Mais tarde, esclareceu que a medida se aplicava somente às seções que ainda não tinham sido encerradas.
Eleitores relataram impedimentos no Brás e no Limão, na capital paulista. Segundo funcionários da Justiça Eleitoral no bairro do Limão, a ordem para prolongar a votação não chegou a tempo.

Os relatos mostram situações distintas: locais fechados, urnas já desmontadas e uma seção que continuou recebendo eleitores após uma pane. A reportagem também registrou a saída de uma van com urnas às 18h02.
Decisão de Zanin restringiu a prorrogação às seções ainda abertas
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou o período de votação por mais duas horas. A medida, porém, não autorizou a retomada do atendimento em seções que já haviam sido encerradas.
Após dúvidas sobre como aplicar a prorrogação da votação, Zanin esclareceu que a extensão só alcançaria urnas ainda abertas. Assim, o horário ampliado não se estendia a locais onde o funcionamento das urnas já tinha sido finalizado.
Na prática, a condição definida pelo ministro vinculava a continuidade da votação ao estado de cada seção. Eleitores que chegaram a colégios com urnas já fechadas não puderam votar, mesmo com o anúncio da extensão do horário.
Eleitores encontram locais fechados no Brás e no Limão
No Brás, Natasha Pereira do Nascimento, assistente administrativa de 28 anos, chegou à Escola SENAI “Roberto Simonsen” às 17h13 e não conseguiu entrar. Ela relatou que esperou cerca de uma hora e meia sob chuva, com a filha de um ano e dois meses, que estava doente.
Natasha disse que acionou a Polícia Militar, mas nenhuma viatura foi ao local, segundo seu relato. A eleitora afirmou que recebeu a informação de que as urnas já tinham sido desmontadas e que não poderiam deixá-la entrar.
No Limão, a diarista Cida Vieira, de 46 anos, foi à EMEF Visconde de Taunay após saber pela televisão da prorrogação, mas ouviu que não poderia votar. Ela contou que a urna de sua seção, a 121, não estava funcionando; a urna 113, que apresentou pane e precisou ser trocada, permaneceu recebendo quem já estava na fila.
Funcionários da Justiça Eleitoral disseram que a ordem para estender o horário não chegou a tempo à escola, onde as demais urnas foram encerradas no horário original. Um executivo de vendas de 26 anos, identificado como Jeferson, chegou de táxi por volta das 18h25 e encontrou o local sem mesários ou funcionários; ele mencionou a redução da frota de ônibus em São Paulo e o gasto com a corrida.

