Longa

O que é o documentário Amuleto?

O documentário Amuleto, sob a direção de Heraldo HB e Igor Barradas, é uma produção que mergulha na história do cinema brasileiro. Com sua primeira exibição marcada para 10 de agosto, o filme é uma reflexão sobre a obra O Amuleto de Ogum, de 1975, que é um marco na cinematografia nacional. Através de uma nova lente, o filme busca trazer à tona questões de produção cultural e a influência das classes populares na sétima arte.

História e contexto do filme

Produzido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Amuleto revisita as memórias associadas ao icônico filme de Nelson Pereira dos Santos. A proposta é relembrar a contribuição dos cineastas e trabalhadores do audiovisual oriundos de comunidades marginalizadas, que desempenharam papéis cruciais na criação de uma obra que emergia em um tempo de repressão política e social no Brasil. Com 93 minutos de duração, este documentário investiga as raízes culturais e sociais que deram vida ao original, mostrando como o novo filme se configura como uma ferramenta de resistência.

Os diretores Heraldo HB e Igor Barradas

Heraldo HB e Igor Barradas, os responsáveis por Amuleto, têm raízes profondas na região de Caxias e uma longa trajetória de pesquisa sobre o cinema local. Eles são membros ativos do Cineclube Mate com Angu, um coletivo que promove ações de exibição, formação e produção audiovisual na Baixada Fluminense. Seus 20 anos de trabalho focado na preservação e promoção do cinema regional refletem-se neste documentário, que não só narra uma história, mas também presta homenagem a uma série de personagens comprometidos com a arte cinematográfica.

Datas e locais das exibições

A primeira exibição pública de Amuleto ocorrerá em dois locais distintos no dia 10 de agosto:

  • 10h: SP Escola Superior de Teatro – Unidade Brás, Av. Rangel Pestana, 2401 – Brás, São Paulo – SP
  • 19h30: Cine Satyros Bijou, Praça Franklin Roosevelt, 172 – Consolação, São Paulo – SP

Esse evento é classificado como livre e contará com a presença dos diretores, proporcionando uma rara oportunidade de interação entre o público e os criadores do filme.

A importância da distribuição do filme

A distribuição de Amuleto se dá através da Filmes do Estação, e a sua chegada aos cinemas é estratégica e importante para a visibilidade do cinema realizado fora do eixo tradicional. O filme está programado para circular em outros festivais, tanto no Brasil quanto na Europa, fazendo parte de uma luta por reconhecimento e valorização de histórias que emergem das periferias.



Público alvo e expectativas

O documentário tem uma proposta amplo espectro, que busca envolver não apenas cinefilistas, mas também o público geral que se interessa pela cultura brasileira e pela história das minorias sociais. As reações ao longa têm sido otimistas desde a sua estreia no Festival do Rio, onde foi bem recebido. A expectativa é que o filme sirva como um catalisador para diálogos sobre representatividade e a necessária reexaminação do passado e presente do cinema no Brasil.

Revisitando O Amuleto de Ogum

No cerne de Amuleto está a reinterpretação de O Amuleto de Ogum, que foi um divisor de águas no cinema brasileiro por retratar as tensões sociais e políticas da época. O novo documentário traz à tona não apenas essa narrativa, mas também a trajetória de autores, cineastas e artistas comprometidos com a cultura e a identidade da Baixada Fluminense.

Participações especiais no documentário

O elenco inclui figuras icônicas do cinema brasileiro, como Nelson Pereira dos Santos, Jean-Claude Bernardet, Jards Macalé, entre outros. Essas participações não apenas enriquecem o filme, mas também ressaltam a continuidade da discussão sobre as contribuições dessas personalidades para o audiovisual brasileiro, consolidando Amuleto como um testemunho vital de um legado cultural.

Periferias e o cinema brasileiro

A representação das periferias no cinema é uma questão crucial. Amuleto evidencia que as histórias que emergem dessas áreas são ricas e essenciais para a compreensão do Brasil. O filme expõe como essas narrativas resistem e se entrelaçam com a história mais ampla do cinema e da cultura do país, favorecendo uma valorização do que muitos considerados “menor” do ponto de vista cinematográfico.

Como o Cineclube Mate com Angu tem influenciado

A atuação do Cineclube Mate com Angu no fortalecimento do cinema na Baixada Fluminense é uma peça central no quebra-cabeças da promoção cultural. Por meio da realização de oficinas, exibições de curtas e longas-metragens, o coletivo não apenas educa, mas também empodera jovens cineastas. O documentário Amuleto é resultado direto de anos de trabalho nessa frente, atuando como uma ponte entre antigos e novos criadores, promovendo uma troca enriquecedora de experiências e saberes no cenário audiovisual.



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